CONSTELAÇÕES REAIS

royal constelatinos_5Sempre tive dificuldades para conectar os membros das famílias reais nas aulas de História. Não era para menos, depois de conhecer o projeto Royal Constellations consegui visualizar o tamanho da encrenca que estava por trás dos últimos mil anos de enroscos entre as famílias reais europeias.

A página do Royal Constellations apresenta, através de um belíssimo design de informação, o que os meus queridos professores de história jamais conseguiram (apesar de todo o esforço e competência). Não os culpo por isso, afinal tecnologias educacionais como essa estão começando a surgir somente agora em torno das áreas próximas ao design de aprendizado e ao design de informação.

Através de uma interface que remete a uma constelação, é possível ver como os dez líderes reais europeus atuais estão conectados. São laços de parentescos que remetem até o ano 1000.

Cada “estrela” se refere a uma pessoa e está posicionada de acordo com o seu ano de nascimento (eixo y) e a sua relação com um dos dez líderes reais atuais (eixo x).

A página apresenta, através de um belíssimo design de informação, o que os meus queridos professores de história jamais conseguiram

Ao pousar o mouse sobre uma estrela é possível ver como quantos parentes são conectados a essa pessoa com 6 graus de separação (a distância é indicada por uma escala de cor). Mas, se você primeiro clicar sobre uma estrela e, depois, clicar em outra, verá a conexão entre elas através de uma linha. Linhas contínuas representam paternidade e linhas tracejadas matrimônio.

A genealogia está assumidamente incompleta, mas o resultado final permite vários insights sobre a filigrana de relações humanas que regeu boa parte do mundo ocidental no último milênio.

Links: Royal Constellations

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INFOGRÁFICOS NATURAIS – a evolução a olhos vistos

Quando Alexander Fleming descobriu o primeiro antibiótico, a penicilina, em 1928 a comunidade científica vislumbrou um mundo onde as infecções não existiriam mais.

Mas, aos poucos, foi-se verificando que não é bem assim. Ocorre que, a cada dose de um certo tipo de antibiótico, as bactérias atingidas originam uma nova linhagem, muito mais resistente ao medicamento.

Essa evolução das bactérias se dá através da mutação. Para muitos seres vivos a evolução ocorre ao longo de milhares de anos.

Em um surpreendente experimento, desenvolvido em Harvard e no Technion – Israel Institute of Technology, pode-se ver a evolução acontecendo ao longo de apenas doze dias.

O experimento foi feito sobre uma grande placa de Petri retangular com dimensões aproximadas de 120 por 60 cm. Como você deve lembrar das aulas de Biologia, as placas de Petri são utilizadas em laboratórios para a cultura de microrganismos. Nelas é depositado um caldo com nutrientes para que os microrganismos que serão estudados se alimentem e se reproduzam.

Na placa desse experimento foram definidas 9 faixas verticais. Nas faixas das extremidades direita e esquerda foram introduzidas bactérias do tipo E. coli. Para as faixas que se aproximavam do centro foi introduzida uma quantidade crescente de antibiótico. Quanto mais ao centro, a concentração do antibiótico era 10 vezes maior.

É como se um infográfico fosse desenhado pela natureza, comprovando que a utilização inteligente de um pensamento visual tem muito a contribuir no campo da inovação científica e tecnológica.

Uma câmera de vídeo foi fixada sobre a placa de Petri para registrar o experimento em timelapse. No vídeo, pode-se visualizar a expansão das bactérias nas primeiras faixas das extremidades e o momento em que encontram a próxima faixa impregnada com a primeira concentração do antibiótico.

Para poder avançar, as bactérias sofrem mutações tornando-se resistentes ao medicamento. Nota-se um pequeno foco onde ocorre a mutação e por onde a nova cepa de bactérias iniciarão a invasão.

É como se um infográfico fosse desenhado pela natureza, comprovando que a utilização inteligente de um pensamento visual tem muito a contribuir no campo da inovação científica e tecnológica.

A jornada continua e as bactérias vão avançando e mutando a cada encontro com a próxima faixa até dominarem o centro.

Inspirado pelo experimento de Harvard, o designer de informação Tony Chu criou a excelente simulação Antibiotic Resistance Simulation. O código da simulação é aberto e ele utilizou o editor Blockbuilder e a biblioteca D3.js, vale conferir (link abaixo).

Além do belíssimo design de informação, esse experimento que vimos busca entender os padrões com que as bactérias reagem aos antibióticos. Nada mais justificado, já que em 2050 estima-se que as doenças causadas por micróbios resistentes causem mais mortes do que o câncer.

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