clever_corp_tecnologias_educacionais_01

FACILITAÇÃO DE METODOLOGIAS PARTICIPATIVAS

Infográfico com o resultado da facilitação gráfica realizada na Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento no evento “Facilitação de Metodologias Participativas”. O evento foi conduzido por Maria Fernanda Teixeira da Costa e ocorrido em maio de 2018 em São Paulo, SP.em São Paulo – SP.

Ganesha, o removedor de obstáculos

Clever Corp - Ganesha

Ganesha – o removedor de obstáculos

 

Ganesha é a divindade hindu representada na forma de um ser com cabeça de elefante e corpo de um homem com, no mínimo, dois pares de braços.

Mestre do intelecto e da sabedoria, é atribuído a ele o poder de remover obstáculos, abrir caminhos e proporcionar o sucesso e a fartura nos campos materiais e espirituais.

É o Senhor dos “bons inícios”, sendo que muitas outras propriedades são a ele associadas, como a capacidade de aniquilar o orgulho e a vaidade.

Sua graça é invocada por seus seguidores através de mantras antes de se iniciar novos ciclos e/ou atividades cujo êxito dependem da boa fortuna.

Existem muitas representações do deus elefante, algumas delas com até sete pares de braços. Em cada mão podem figurar mais de cinquenta símbolos diferentes.

Através dessa singela reverência, na forma de infográfico, desejamos que essas bênçãos te acompanhem sempre que novas jornadas se iniciarem.

tita_design_de_iformacao

DESIGN DE INFORMAÇÃO NAS FRANJAS DO DEUS DO TEMPO

Nessa resenha apresento a solução de design de informação utilizada para documentar a descida da sonda Huygnes em Titã, a maior das 62 luas conhecidas do planeta Saturno.

Trata-se de um excelente exemplo de como podemos utilizar um punhado de dados e informações e transformá-los em conhecimento através de uma história cativante.

Assim como ocorreu comigo, espero que ele inspire profissionais das áreas de comunicação, educação e desenvolvimento de pessoas nas empresas a utilizar o design de informação nas suas atividades diárias, sejam para fins científicos, técnicos, educacionais, informativos ou persuasivos.

 

 

TITÃ UM MUNDO MISTERIOSO

Titã foi descoberto em 1655 pelo astrônomo holandês Christiaan Huygens e possui algumas peculiaridades notáveis.

Diferentemente das outras luas do Sistema Solar, possui uma atmosfera bem desenvolvida e com dinâmicas similares as da Terra, tais como estações do ano, nuvens, neblina e um ciclo de metano similar o ciclo hidrológico que por aqui bem conhecemos.

No seu polo Norte foi comprovada a existência de dezenas de lagos de metano. Esse composto que na Terra se encontra na forma de gás, lá se encontra em estado líquido em virtude de a temperatura média ser em torno de -180 °C.

Também se verificou a presença de vulcões em suposta atividade, ocasiões em que ejetariam água e amônia na atmosfera.

Só por essa breve apresentação é possível ter uma ideia de quão sedutor esse fantástico mundo se apresenta para a comunidade científica.

Em busca de mais informações, em 1979 a Pioneer 11 foi a primeira sonda espacial a fazer uma passagem por aquelas bandas. Nos anos seguintes houveram mais duas investidas: a Voyager 1, em 1980, e a Voyager 2 em 1981.

Mobilizados pelo interesse em Saturno e pela suspeita da atmosfera de Titã conter moléculas orgânicas, em 1997 foi lançada a missão Cassini-Huygens. A missão ocorreu graças a um consórcio da NASA com a ESA e foi composta pelo orbitador Cassini e pelo módulo Huygens.

Após cerca de 7 anos viajando pelo espaço interplanetário, no dia a 14 de janeiro de 2005, o módulo de Exploração Huygens (da ESA) realizou a sua última missão em um trajeto que duraria apenas alguns minutos. Nesse mergulho, singrou a atmosfera do astro nebuloso coletando dados que desvelariam seus mistérios até que, enfim, recebesse o único e o último abraço do solo titaniano (quanta poesia se concentra nesse átimo?).

 

IMAGEM E SOM

Os mistérios desse mundo saturnino se confundem com o arrebatamento das descobertas científicas que nele ocorreram. Toda a descida e desembarque do módulo Huygens na superfície de Titã foi registrado através de diversos sensores que geraram muitos dados incluindo cerca de 3.500 imagens.

Esse material foi posteriormente transmitido para a Terra onde foi processado e composto na forma de um vídeo.

Depois do vídeo pronto, um membro da equipe inseriu efeitos sonoros sincronizados compondo uma insólita trilha sonora gerando um resultado é surpreendente.

 

UMA SOLUÇÃO DE DESIGN DE INFORMAÇÃO INSPIRADORA

A solução de design de informação utilizada no vídeo acima para contar a história de alguns minutos da descida de Huygens é muito interessante e merece alguns comentários.

Na área central é apresentada a fotocomposição circular das imagens da atmosfera de da superfície de Titã captada por câmeras localizados na parte inferior do módulo. Por ser uma câmera grande angular com visão a 180°, é possível ver o horizonte circundante a todo momento. Esse tipo de projeção, que num primeiro momento causa um pouco de estranheza, vai se revelando a linguagem com que a Huygens “enxergou” o feito.

A medida que o módulo se aproxima da superfície, vai-se delineando o fantasmagórico relevo de Titã através da neblina sépia que o protege, até que o módulo, definitivamente, alcança o solo.

Trata-se de um excelente exemplo de como podemos utilizar um punhado de dados e informações e transformá-los em conhecimento através de uma história cativante.

Do lado esquerdo superior temos uma animação esquemática que mostra o movimento frenético da sonda presa a um sistema de paraquedas. Ao lado deles, uma escala sugere a dimensão de todo o equipamento comparando-o com o tamanho de uma pessoa.

Abaixo, em uma visão lateral da descida, uma linha verde traça o percurso do módulo na atmosfera onde também são representados:

  • Uma seção da superfície do astro indicando a sua curvatura e a sua dimensão;
  • Uma referência de tamanho do Monte Everest sobre essa superfície;
  • Uma seta apontada para o orbitador Cassini;
  • Uma seta apontada para o Sol;
  • Uma seta horizontal apontando para o Este.

Do lado direito superior do disco é disposto o tempo da missão na forma numérica e o tempo universal através de um relógio analógico.

Logo abaixo uma bússola indicando os pontos cardeais e dentro dela uma representação da direção de Cassini, da direção da câmera e da direção do Sol. A medida que a animação corre, é possível notar como nos primeiros momentos a câmera gira freneticamente até que vai se estabilizando a medida que o a velocidade de queda módulo diminui.

Mais à direita temos uma coluna dividida em seis blocos, cada um apresentando conjuntos de dados classificados por parâmetros diversos (altitude, velocidade, velocidade do vento, pressão, temperatura, etc.), tipos e quantidades de imagens captadas, faixa espectral, fotometria, força do sinal para a Cassini e rotação.

A composição de todos esses elementos em uma única interface é muito harmônica. E essa sensação se intensifica por causa da feliz inserção da trilha sonora. É muito interessante a percepção do movimento conjunto de todos os elementos da interface embalados pelos silvos, trinados e batuques da música.

Encerrada a descida, a representação esquemática dos paraquedas os mostra estendidos no solo e no lugar da imagem circular central surgem três imagens verticais lado a lado. A primeira mostra uma fotografia da superfície da Lua com uma pegada em primeiro plano e um astronauta ao lado da bandeira dos EUA ao fundo. A segunda é uma fotografia da superfície de Titã no formato bruto (raw) onde se vê o solo e alguns seixos que vão se espalhando até o horizonte. E a terceira é a mesma fotografia que a anterior, porém no formato composto (em cores).

De acordo com a legenda, a imagem da Lua tem o propósito de oferecer uma referência de escala para a fotografia da superfície de Titã. Mas acaba sendo bem mais do que isso, ela assina a autoria do feito épico que, apesar da bandeira que lá se encontra, pertence a toda a humanidade.

EPÍLOGO

No dia 19 de abril de 2017 Cassini fará a sua última órbita ao redor de Saturno para, em seguida, mergulhar para sempre nas entranhas turbulentas do Deus do Tempo.

LINKS

Site da missão: https://saturn.jpl.nasa.gov/

Áudio da descida captado por um microfone localizado na sonda Huygens: https://saturn.jpl.nasa.gov/resources/7362/?category=audio

CONSTELAÇÕES REAIS

royal constelatinos_5Sempre tive dificuldades para conectar os membros das famílias reais nas aulas de História. Não era para menos, depois de conhecer o projeto Royal Constellations consegui visualizar o tamanho da encrenca que estava por trás dos últimos mil anos de enroscos entre as famílias reais europeias.

A página do Royal Constellations apresenta, através de um belíssimo design de informação, o que os meus queridos professores de história jamais conseguiram (apesar de todo o esforço e competência). Não os culpo por isso, afinal tecnologias educacionais como essa estão começando a surgir somente agora em torno das áreas próximas ao design de aprendizado e ao design de informação.

Através de uma interface que remete a uma constelação, é possível ver como os dez líderes reais europeus atuais estão conectados. São laços de parentescos que remetem até o ano 1000.

Cada “estrela” se refere a uma pessoa e está posicionada de acordo com o seu ano de nascimento (eixo y) e a sua relação com um dos dez líderes reais atuais (eixo x).

A página apresenta, através de um belíssimo design de informação, o que os meus queridos professores de história jamais conseguiram

Ao pousar o mouse sobre uma estrela é possível ver como quantos parentes são conectados a essa pessoa com 6 graus de separação (a distância é indicada por uma escala de cor). Mas, se você primeiro clicar sobre uma estrela e, depois, clicar em outra, verá a conexão entre elas através de uma linha. Linhas contínuas representam paternidade e linhas tracejadas matrimônio.

A genealogia está assumidamente incompleta, mas o resultado final permite vários insights sobre a filigrana de relações humanas que regeu boa parte do mundo ocidental no último milênio.

Links: Royal Constellations

VOLTAR PARA TODAS AS PUBLICAÇÕES

INFOGRÁFICOS NATURAIS – a evolução a olhos vistos

Quando Alexander Fleming descobriu o primeiro antibiótico, a penicilina, em 1928 a comunidade científica vislumbrou um mundo onde as infecções não existiriam mais.

Mas, aos poucos, foi-se verificando que não é bem assim. Ocorre que, a cada dose de um certo tipo de antibiótico, as bactérias atingidas originam uma nova linhagem, muito mais resistente ao medicamento.

Essa evolução das bactérias se dá através da mutação. Para muitos seres vivos a evolução ocorre ao longo de milhares de anos.

Em um surpreendente experimento, desenvolvido em Harvard e no Technion – Israel Institute of Technology, pode-se ver a evolução acontecendo ao longo de apenas doze dias.

O experimento foi feito sobre uma grande placa de Petri retangular com dimensões aproximadas de 120 por 60 cm. Como você deve lembrar das aulas de Biologia, as placas de Petri são utilizadas em laboratórios para a cultura de microrganismos. Nelas é depositado um caldo com nutrientes para que os microrganismos que serão estudados se alimentem e se reproduzam.

Na placa desse experimento foram definidas 9 faixas verticais. Nas faixas das extremidades direita e esquerda foram introduzidas bactérias do tipo E. coli. Para as faixas que se aproximavam do centro foi introduzida uma quantidade crescente de antibiótico. Quanto mais ao centro, a concentração do antibiótico era 10 vezes maior.

É como se um infográfico fosse desenhado pela natureza, comprovando que a utilização inteligente de um pensamento visual tem muito a contribuir no campo da inovação científica e tecnológica.

Uma câmera de vídeo foi fixada sobre a placa de Petri para registrar o experimento em timelapse. No vídeo, pode-se visualizar a expansão das bactérias nas primeiras faixas das extremidades e o momento em que encontram a próxima faixa impregnada com a primeira concentração do antibiótico.

Para poder avançar, as bactérias sofrem mutações tornando-se resistentes ao medicamento. Nota-se um pequeno foco onde ocorre a mutação e por onde a nova cepa de bactérias iniciarão a invasão.

É como se um infográfico fosse desenhado pela natureza, comprovando que a utilização inteligente de um pensamento visual tem muito a contribuir no campo da inovação científica e tecnológica.

A jornada continua e as bactérias vão avançando e mutando a cada encontro com a próxima faixa até dominarem o centro.

Inspirado pelo experimento de Harvard, o designer de informação Tony Chu criou a excelente simulação Antibiotic Resistance Simulation. O código da simulação é aberto e ele utilizou o editor Blockbuilder e a biblioteca D3.js, vale conferir (link abaixo).

Além do belíssimo design de informação, esse experimento que vimos busca entender os padrões com que as bactérias reagem aos antibióticos. Nada mais justificado, já que em 2050 estima-se que as doenças causadas por micróbios resistentes causem mais mortes do que o câncer.

LINKS

VOLTAR PARA TODAS AS PUBLICAÇÕES

O QUE VAI TER DE ALMOÇO? BIG DATA!

No site The Rhythm of Food a turma do Google News Lab disponibiliza o resultado de um trabalho incrível que procura padrões escondidos nas tendências de busca do Google. Mais especificamente, sobre buscas de termos relacionados a alimentos.

O projeto responde à pergunta de como são feitas essas buscas. A resposta, na forma de uma página na web com infográficos interativos, é bem completa e mostra as tendências de alta e queda das buscas de receitas, ingredientes, dietas, bebidas e culinárias regionais.

Ferramentas de visualização de dados permitem detectar padrões nunca imaginados e ver o mundo de forma bem diferente do que conhecíamos.

Para gerar os infográficos foram coletados dados semanais do Google Trends (ver abaixo) dos últimos doze anos ao redor do mundo. Esses dados foram então plotados em infográficos interativos do tipo “year clock”.

Muito conhecimento pode ser extraído desse resultado. Por exemplo, o termo “diet” mostra uma evidente tendência de alta no mês de janeiro com queda crescente até dezembro (por que será?).

Infográfico do termo "diet"

Infográfico do termo “diet”


O infográfico do drinque Cosmopolitan (a base de vodca, licor de laranja, cranberry e limão) teve uma alta surpreendente em fevereiro de 2004. Nesse mesmo mês terminou a famosa série de TV “Sex and the City” que popularizou a bebida (fiquei com vontade de experimentar).

Infográfico do termo "cosmopolitan"

Infográfico do termo “cosmopolitan”

 

As buscas do termo “aspargo” na Alemanha está fortemente concentrado nos meses de abril e maio, que coincidem com a safra desse saboroso vegetal no país europeu.

Infográfico do termo "aspargo"

Infográfico do termo “aspargo”

 

Além desses, existem outros destaques de padrões bem interessantes e você também pode fazer pesquisas por conta própria utilizando a sua primorosa interface de usuário (user interface).

Para o projeto The Rhythm of Food foram analisados centenas de ingredientes, receitas e outros termos associados a alimentação. Todos os dados da pesquisa foram fornecidos pelo Google Trends além da ajuda do Google Knowledge Graph, uma ferramenta incrível que permite, por exemplo, distinguir o termo “café” bebida” do termo “café” estabelecimento comercial onde se toma café.

 

AGORA É A SUA VEZ

Muita gente não sabe, mas o Google disponibiliza uma ferramenta para a visualização dos termos mais buscados na internet desde 2004. Se você acessar o Google Trends e fizer uma consulta sobre o termo “repolho”, selecionando a opção “2004 – presente”, verá um gráfico com a evolução desse termo como ele foi buscado no Google nos últimos doze anos.

É possível incluir outros termos para efeito de comparação. Por exemplo, “couve”. Então, surge um novo gráfico onde são apresentadas as evoluções das buscas dos dois termos no mesmo período.

clever_corp_rimo_do_alimento_01

No eixo temos x a distribuição de tempo. No eixo y os números representam o interesse de pesquisa,
sendo 100 o pico de popularidade de um termo e 0 a sua impopularidade.

 

O que será que determina as oscilações de alta e baixa na busca de um termo. Podem ser diversos fatores, como vimos nos exemplos do The Rhythm of Food, e a ferramenta permite inserir novos termos de busca para inferir os motivos dessas variações.

A ferramenta também permite filtrar por região (país, estado), período, categorias e tipos de mídia. Os resultados são sempre apresentados utilizando o que há de melhor na visualização de dados (os caras do Google sabem dar valor ao que importa).

A essa hora você deve estar pensando quanta coisa pode ser feita com essa ferramenta. Sim, é muita coisa. Além das óbvias pesquisas de Marketing, é possível extrair conhecimento de como as pessoas, se comportam, pensam e aprendem.

Ferramentas de visualização de dados como essa nos permitem detectar padrões nunca imaginados e ver o mundo de forma bem diferente do que conhecíamos.

 

E O QUE MAIS?

Esse exemplo mostra o que pode ser feito com um monte de números colhidos no big data. E nas frestas dessa breve reflexão vislumbramos o que está para surgir na educação regular, educação corporativa e gestão do conhecimento.

Mas o que mais me fascina em projetos como esses é a possibilidade de humanizar o material proveniente do big data. Humanizar aqui significa dar a eles um propósito, torna-los relevantes e úteis para as pessoas. E esse grau de sofisticação só pode ser atingido se forem suficientemente belos e funcionais.

 

LINKS

The Rhythm of Food
Google News Lab
Google Knowledge Graph
Google Trends
Cosmopolitan

VOLTAR PARA TODAS AS PUBLICAÇÕES

KMBrasil 2016

Esta série de infográficos criados por Gian Zelada são o resultado da facilitação gráfica que documentou os três dias da KM Brasil 2016, o maior evento de Gestão do Conhecimento – GC – do Brasil promovido pela Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento – SBGC.

Com o tema central o “Conhecimento que Faz Diferença: inteligência e colaboração criando eficiência e inovação”, o congresso contou com a participação de palestrantes, executivos e especialistas renomados e experientes profissionais de GC. Também houveram momentos de colaboração, discussão aberta, casos, insights, métodos e propostas de soluções focados na gestão do conhecimento.

 

KM Brasil 2016 - Facilitação Gráfica Gian Zelada KM Brasil 2016 - Facilitação Gráfica Gian Zelada KM Brasil 2016 - Facilitação Gráfica Gian Zelada KM Brasil 2016 - Facilitação Gráfica Gian Zelada KM Brasil 2016 - Facilitação Gráfica Gian Zelada KM Brasil 2016 - Facilitação Gráfica Gian Zelada

 

VOLTAR PARA TODAS AS PUBLICAÇÕES

curadoria digital com o scoop it

Curadoria Digital – usando o Scoop.It

Video learning ensinando como utilizar o Scoop.It para criar um painel de conteúdos da web utilizando as práticas da Curadoria Digital.

VOLTAR PARA TODAS AS PUBLICAÇÕES

Microlearning

A explosão do Microlearning

Como o nome já sugere, o microlearning é uma solução de ensino a distância que utiliza módulos de aprendizagem reduzidos para construir gradualmente o conhecimento.

Apesar de se valer da regra  “menos é mais”, não se trata de simplesmente dividir o conteúdo de um treinamento tradicional em partes pequenas. O design instrucional do microlearning exige soluções diferentes das utilizadas nos formatos tradicionais do e-learning.

É uma tendência explosiva na Educação Corporativa que vem sendo impulsionada por três fatores: a crescente utilização de smartphones, o aumento da presença de pessoas geração Y e a pressão para a obtenção de cursos ágeis com baixo custo de desenvolvimento, implantação e manutenção.

Por utilizarem módulos de aprendizagem com tempo reduzido e linguagem simplificada, os conteúdos do microlearning são muito mais fáceis de serem apreendidos pois a carga cognitiva fica otimizada.

Carga cognitiva – quantas unidades discretas de informação podem ser mantidas na memória de curto prazo antes que ocorra a perda de informação.

Além de apresentarem baixos custos de desenvolvimento e atualização, os cursos no formato de microlearning são muito convenientes por causa da sua simplicidade e agilidade de acesso. Com isso, os benefícios logo aparecem para as empresas que os adotam. Alguns resultados que o microlearning pode propiciar para as empresas são:

  • Fortalecimento dos ponto de retenção de uma franquia (relevância) – cursos disponibilizados no formato de microlearning torna o vínculo dos franqueados muito mais forte. Temas como melhoria de qualidade, mudança de normas, procedimentos e tendências de mercado podem fazer parte dos cursos no formato microlearning;
  • Aumento dos resultados de vendas  (agilidade) – a equipe de vendas é preparada e atualizada utilizando seus smartphones em campo. A estratégia de distribuição dos conteúdos é coordenada a distância com foco no aumento dos resultados;
  • Diminuição do tempo de integração (engajamento) – além das atividades presenciais, o programa de integração de novos colaboradores é integrado com a plataforma de microlearning. A base de conteúdos fica disponível no portal da Universidade Corporativa e pode ser acessada no momento mais conveniente para o colaborador;
  • Melhora do clima organizacional (eficácia) – desgastes e falhas são evitados pois os colaboradores tem sempre a sua disposição conteúdos atualizados sobre cidadania corporativa, contexto empresarial e competâncias básicas;
  • Engajamento dos clientes (qualidade) – os clientes aprendem a utilizar os produtos e serviços através de cursos no formato microlearning. Além do funcionamento e características técnicas, podem ser difundidas informações mais amplas tais como aplicações específicas e casos de uso. Além do engajamento do cliente, essa ação pode representar uma diminuição expressiva da carga sobre o SAC da empresa.

Desenvolver um projeto de microlearning exige cuidados especiais.  Para que todo potencial do microlearning seja alcançado, sugere-se as seguintes práticas:

  1. Manter o foco nas necessidades do aluno no contexto em que ele necessitará daquele conhecimento;
  2. Passar a informação de forma direta, através de roteiros enxutos;
  3. Apresentar um único objetivo de aprendizagem por módulo;
  4. Permitir que o aluno faça as suas próprias trilhas de aprendizado (e eventualmente sugerir outras);
  5. Possibilitar o reuso de módulos em cursos diferentes;
  6. Priorizar a utilização de vídeos, animações e infográficos como meio de exposição de conteúdo;
  7. Dar a opção para o aluno responder uma avaliação de aprendizado no final de cada módulo.

Exemplos abertos de microlearning são a Khan Acadmy, as palestras do TED Talks e os canais educativos do Youtube. Em Educação Corporativa essa iniciativa tem apresentado melhoras no desempenho dos alunos, retorno de investimento e baixos custos de implantação.

Por esses motivos, tudo indica que o microlearning é uma tendência que veio para ficar.

VOLTAR PARA TODAS AS PUBLICAÇÕES

6 PASSOS PARA O EAD DA SUA EMPRESA FUNCIONAR

clever_corp_infografico_ead_redux

Clique na imagem para ampliá-la.

Em quase duas décadas de atuação no segmento de Ensino a Distância – EAD para Educação Corporativa, dei várias cabeçadas tentando aprender qual é a melhor forma de trabalhar.

O grande drama sempre foi como equilibrar agilidade e controle sem comprometer a criatividade e o rigor. Em outras palavras, encontrar as melhores práticas de Gerenciamento de Projetos aplicadas ao Design Instrucional – DI.

Podemos definir o Design Instrucional como sendo o método com que vamos disponibilizar um conjunto de informações (conteúdo) para que  público alvo (alunos) as transformem em conhecimento (aprendizado).

No âmbito da Educação Corporativa, deve-se considerar ainda que os alunos precisam aplicar esse conhecimento nas suas atividades profissionais, criando assim valor para a empresa.

Todo projeto de EAD voltado para a Educação Corporativa (também conhecido como e-learning) deve atender a uma necessidade estratégica da organização.

Vale lembrar que o design instrucional pode ser aplicado tanto para atividades de ensino presencial, a distância ou no modelo híbrido (blended learning).

Existem vários modelos de Design Instrucional, sendo os mais conhecidos o ADDIE, o SAM, o Action Mapping e o de Dick & Carey. O que eles tem em comum é a proposta de oferecer uma base teórica para o trabalho dos designers instrucionais.

Nesse artigo proponho uma releitura do modelo ADDIE, sigla de Analy­sis (Análise), Design (Desenho), Devel­op­ment (Desen­volvi­mento), Imple­men­ta­tion (Imple­men­tação) e Eval­u­a­tion (Avali­ação). Em seis passos, concentro o núcleo do DI no terceiro, diferenciando os demais pelas suas atividades chave.

Longe de ser a definitiva, essa abordagem é uma visão simplificada em seis passos de como se implementa o EAD nas organizações.

 

1. Análise

Todo projeto de EAD voltado para a Educação Corporativa (também conhecido como e-learning) deve atender a uma necessidade estratégica da organização. Isso quer dizer, o desenvolvimento de algum(s) conhecimento, habilidade e/ou atitude nos seus colaboradores para que eles supram a essa necessidade.

Atualmente é muito comum o desenvolvimento de programas de EAD no ambiente corporativo em que o público alvo esteja fora da organização, como fornecedores, clientes ou comunidade.

Para organizações mais maduras, essa necessidade estratégica está claramente mapeada através de ferramentas de gestão como o Balanced Scorecard – BSC, por exemplo. Em casos em que ela não está tão definida, é necessário um mapeamento mais detalhado por parte dos planejadores do EAD.

 

2. Briefing

Nessa fase são levantados os requisitos do projeto para atender a demanda do EAD.

Primeiro é preciso conhecer do público alvo sua idade, ocupação, habilidade com os meios digitais, grau de instrução entre outras informações. Em seguida identifica-se quais os conhecimentos, habilidades e/ou atitudes deverão ser desenvolvidos no público alvo. Depois busca-se saber se já existem conteúdos disponíveis para a montagem do EAD ou se será necessário pesquisá-los e desenvolvê-los. Por fim, é preciso saber quais os recursos humanos, tecnológicos e comunicacionais serão disponibilizados para a realização do EAD no prazo esperado.

O briefing pode ser melhor aproveitado quando temos em mãos um questionário bem elaborado para nos guiar e praticamos a arte do “ouvir”.

 

3. Design instrucional

Aqui é elaborado um projeto com as melhores estratégias educomunicacionais que irão atender as especificações do que foi levantado nos passos anteriores.

Ao fazer o Design Instrucional – DI, estamos planejando como os conteúdos, recursos educacionais, comunicacionais e tecnológicos serão combinados para que o EAD tenha sucesso. Ou seja, é o DI que irá garantir, em grande parte, que os usuários irão aprender o que interessa.

Aqui entra a figura do especialista, ou Sub­ject Mat­ter Expert – SME, que é o responsável por fornecer os conteúdos necessários para a estruturação do EAD. Atuando como autor ou curador, o especialista trabalha ao lado do designer instrucional produzindo os alicerces do EAD.

Um dos documentos gerados por essa dupla é o storyboard, que é um tipo de guia visual. Ao juntar esboços visuais com informações textuais, ele permite um rápido entendimento do que o produto final terá.

 

4. Produção de mídias

Com os storyboards prontos e aprovados passa-se à coordenação do trabalho de especialistas, técnicos e criativos na pesquisa de conteúdos, produção e finalização de mídias.

  • Os criativos atuam em áreas distintas como texto, áudio (locução, efeitos sonoros e música) e imagens (fotografia, vídeo, ilustração, animação e diagramação);
  • Os técnicos são responsáveis pela programação, integração e bom funcionamento dos recursos interativos que compôem o EAD;
  • Os especialistas acompanham os trabalhos e validam os materiais produzidos;

O gerente de projeto coordena a equipe para que tudo fique bem feito, no prazo esperado e dentro do orçamento.

 

5. Implementação de mídias

Agora que as mídias já estão prontas é preciso disponibilizá-las para os usuários em uma plataforma de gestão de ensino e aprendizado, também conhecidas como Learning Management Sistem – LMS.

Atualmente existem vários LMSs, alguns dos quais rodando na nuvem em modelo Software as a service – SaaS. Nesse modelo o fornecedor se responsabiliza por toda a estrutura necessária para a disponibilização do sistema e o cliente utiliza o sistema via internet, pagando por licensas individuais pelo serviço oferecido.

Nos casos em que é exigido um controle mais rigoroso, também não faltam opções de LMSs rodando nos servidores das empresas.

Seja como for, o primeiro passo é configurar o LMS para em seguida fazer o upload das mídias e testes na plataforma.

 

6. Acompanhamento

Agora que o EAD está implementado chegou a hora de acompanhar o acesso dos alunos aos conteúdos.

Em alguns casos, faz-se necessária a tutoria onde uma pessoa capacitada conduzirá o andamento do curso, auxiliando os alunos no que se refere aos aspectos técnicos da plataforma e também dos conteúdos do EAD.

Os acessos dos alunos e seus resultados nas avaliações são registrados no LMS e apresentados na forma de gráficos. O propósito é permitir aos gestores de RH ou responsáveis pelos treinamentos interpretaram os resultados e tomarem as melhores decisões no menor tempo possível.