Tim Brown e o Design Thinking

Tim Brown e o Design Thinking


 

O Design Thinking surgiu no início do século XXI como uma metodologia para a solução de problemas complexos. Ele se caracteriza por unir o pensamento analítico como pensamento intuitivo e é baseado em três princípios: empatia, colaboração e experimentação.

Falhe muitas vezes para ter sucesso mais cedo.

Tim Brown

Facilitação gráfica no KM Brasil

Facilitação gráfica no 14º KM Brasil

Com muita alegria fui convidado novamente para participar como Facilitador Gráfico do 14° KM Brasil, o Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento.

A facilitação gráfica é um jeito de transformar em imagens e textos o fluxo de pensamentos das pessoas durante uma reunião, debate, congresso ou aula.

O evento começa na próxima terça em São Paulo e irá reunir centenas de profissionais de empresas estatais, setor privado, startups e academia.

Já estou com os lápis apontados!

http://www.kmbrasil.org/

ram Charam e o pipeline de liderança

Ram Charam e o pipeline de liderança

Na nova economia as pessoas passam a ter cada vez mais valor dentro das empresas.

Por esse motivo, novos desafios de liderança são lançados no mundo do trabalho.

Agora, além de serem necessárias novas habilidades de liderança horizontais, os líderes devem mudar o foco dos seus trabalhos à medida que a empresa cresce.

“As organizações [falham ao promover] as pessoas esperando que tenham o conhecimento e as habilidades necessárias para dar conta do trabalho, e não o conhecimento e as habilidades para lidar com um nível específico de liderança.”

Ram Charam

Oficina de Design Thinking no Projeto Ampliar

Oficina de Design Thinking no Projeto Ampliar

Depoimento dos resultados obtidos na oficina de Design Thinking aplicada para os jovens do Projeto Ampliar em agosto de 2018.

Clever Corp - Burrhus Skinner

Burrhus F. Skinner e o comportamentalismo

O comportamentalismo é uma abordagem pedagógica na qual, o aprendizado ocorre na medida em que são adquiridos novos comportamentos. Assim, para que uma pessoa possa agir de uma maneira específica, basta aplicar-lhe um treinamento que determina essa forma de agir.

Um fracasso nem sempre é um erro, pode ser simplesmente o melhor que se fez em determinada circunstância. O verdadeiro erro é parar de tentar.
Burrhus F. Skinner

Clever Corp - Peter Senge

Peter Senge e as organizações que aprendem

Nos anos 90 a visão linear da Administração de empresas começou a ser questionada por um jovem engenheiro da Califórnia.
Ele observou que, enquanto o mundo dos negócios ficava mais complexo, as empresas mais competitivas eram as que descobriam como desenvolver a capacidade de aprender das pessoas em todos os níveis da organização.
Essas são as chamadas Organizações que Aprendem.

A única vantagem competitiva sustentável é a capacidade de uma organização aprender mais rápido que a concorrência.

Peter Senge

Jack Welch e a capacidade das organizações aprenderem

Jack Welch e a capacidade das organizações aprenderem

Jack Welch e a capacidade das organizações aprenderem

Jack Welch foi CEO da GE durante 20 anos. Alguns de seus traços mais marcantes, como o “Gerente do Século”, foi a perseguição incansável da burocracia e a aplicação de inúmeras inovações gerenciais. Para ele, a franqueza e uma certa informalidade são indispensáveis no ambiente de trabalho. Elas garantem o aprendizado, a agilidade nas tomadas de decisão e a libração do potencial das pessoas.

A capacidade de uma organização para aprender, e traduzir rapidamente essa aprendizagem em ação, é a vantagem competitiva decisiva.
Jack Welch

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FACILITAÇÃO DE METODOLOGIAS PARTICIPATIVAS

Infográfico com o resultado da facilitação gráfica realizada na Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento no evento “Facilitação de Metodologias Participativas”. O evento foi conduzido por Maria Fernanda Teixeira da Costa e ocorrido em maio de 2018 em São Paulo, SP.em São Paulo – SP.

Ganesha, o removedor de obstáculos

Clever Corp - Ganesha

Ganesha – o removedor de obstáculos

 

Ganesha é a divindade hindu representada na forma de um ser com cabeça de elefante e corpo de um homem com, no mínimo, dois pares de braços.

Mestre do intelecto e da sabedoria, é atribuído a ele o poder de remover obstáculos, abrir caminhos e proporcionar o sucesso e a fartura nos campos materiais e espirituais.

É o Senhor dos “bons inícios”, sendo que muitas outras propriedades são a ele associadas, como a capacidade de aniquilar o orgulho e a vaidade.

Sua graça é invocada por seus seguidores através de mantras antes de se iniciar novos ciclos e/ou atividades cujo êxito dependem da boa fortuna.

Existem muitas representações do deus elefante, algumas delas com até sete pares de braços. Em cada mão podem figurar mais de cinquenta símbolos diferentes.

Através dessa singela reverência, na forma de infográfico, desejamos que essas bênçãos te acompanhem sempre que novas jornadas se iniciarem.

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DESIGN DE INFORMAÇÃO NAS FRANJAS DO DEUS DO TEMPO

Nessa resenha apresento a solução de design de informação utilizada para documentar a descida da sonda Huygnes em Titã, a maior das 62 luas conhecidas do planeta Saturno.

Trata-se de um excelente exemplo de como podemos utilizar um punhado de dados e informações e transformá-los em conhecimento através de uma história cativante.

Assim como ocorreu comigo, espero que ele inspire profissionais das áreas de comunicação, educação e desenvolvimento de pessoas nas empresas a utilizar o design de informação nas suas atividades diárias, sejam para fins científicos, técnicos, educacionais, informativos ou persuasivos.

 

 

TITÃ UM MUNDO MISTERIOSO

Titã foi descoberto em 1655 pelo astrônomo holandês Christiaan Huygens e possui algumas peculiaridades notáveis.

Diferentemente das outras luas do Sistema Solar, possui uma atmosfera bem desenvolvida e com dinâmicas similares as da Terra, tais como estações do ano, nuvens, neblina e um ciclo de metano similar o ciclo hidrológico que por aqui bem conhecemos.

No seu polo Norte foi comprovada a existência de dezenas de lagos de metano. Esse composto que na Terra se encontra na forma de gás, lá se encontra em estado líquido em virtude de a temperatura média ser em torno de -180 °C.

Também se verificou a presença de vulcões em suposta atividade, ocasiões em que ejetariam água e amônia na atmosfera.

Só por essa breve apresentação é possível ter uma ideia de quão sedutor esse fantástico mundo se apresenta para a comunidade científica.

Em busca de mais informações, em 1979 a Pioneer 11 foi a primeira sonda espacial a fazer uma passagem por aquelas bandas. Nos anos seguintes houveram mais duas investidas: a Voyager 1, em 1980, e a Voyager 2 em 1981.

Mobilizados pelo interesse em Saturno e pela suspeita da atmosfera de Titã conter moléculas orgânicas, em 1997 foi lançada a missão Cassini-Huygens. A missão ocorreu graças a um consórcio da NASA com a ESA e foi composta pelo orbitador Cassini e pelo módulo Huygens.

Após cerca de 7 anos viajando pelo espaço interplanetário, no dia a 14 de janeiro de 2005, o módulo de Exploração Huygens (da ESA) realizou a sua última missão em um trajeto que duraria apenas alguns minutos. Nesse mergulho, singrou a atmosfera do astro nebuloso coletando dados que desvelariam seus mistérios até que, enfim, recebesse o único e o último abraço do solo titaniano (quanta poesia se concentra nesse átimo?).

 

IMAGEM E SOM

Os mistérios desse mundo saturnino se confundem com o arrebatamento das descobertas científicas que nele ocorreram. Toda a descida e desembarque do módulo Huygens na superfície de Titã foi registrado através de diversos sensores que geraram muitos dados incluindo cerca de 3.500 imagens.

Esse material foi posteriormente transmitido para a Terra onde foi processado e composto na forma de um vídeo.

Depois do vídeo pronto, um membro da equipe inseriu efeitos sonoros sincronizados compondo uma insólita trilha sonora gerando um resultado é surpreendente.

 

UMA SOLUÇÃO DE DESIGN DE INFORMAÇÃO INSPIRADORA

A solução de design de informação utilizada no vídeo acima para contar a história de alguns minutos da descida de Huygens é muito interessante e merece alguns comentários.

Na área central é apresentada a fotocomposição circular das imagens da atmosfera de da superfície de Titã captada por câmeras localizados na parte inferior do módulo. Por ser uma câmera grande angular com visão a 180°, é possível ver o horizonte circundante a todo momento. Esse tipo de projeção, que num primeiro momento causa um pouco de estranheza, vai se revelando a linguagem com que a Huygens “enxergou” o feito.

A medida que o módulo se aproxima da superfície, vai-se delineando o fantasmagórico relevo de Titã através da neblina sépia que o protege, até que o módulo, definitivamente, alcança o solo.

Trata-se de um excelente exemplo de como podemos utilizar um punhado de dados e informações e transformá-los em conhecimento através de uma história cativante.

Do lado esquerdo superior temos uma animação esquemática que mostra o movimento frenético da sonda presa a um sistema de paraquedas. Ao lado deles, uma escala sugere a dimensão de todo o equipamento comparando-o com o tamanho de uma pessoa.

Abaixo, em uma visão lateral da descida, uma linha verde traça o percurso do módulo na atmosfera onde também são representados:

  • Uma seção da superfície do astro indicando a sua curvatura e a sua dimensão;
  • Uma referência de tamanho do Monte Everest sobre essa superfície;
  • Uma seta apontada para o orbitador Cassini;
  • Uma seta apontada para o Sol;
  • Uma seta horizontal apontando para o Este.

Do lado direito superior do disco é disposto o tempo da missão na forma numérica e o tempo universal através de um relógio analógico.

Logo abaixo uma bússola indicando os pontos cardeais e dentro dela uma representação da direção de Cassini, da direção da câmera e da direção do Sol. A medida que a animação corre, é possível notar como nos primeiros momentos a câmera gira freneticamente até que vai se estabilizando a medida que o a velocidade de queda módulo diminui.

Mais à direita temos uma coluna dividida em seis blocos, cada um apresentando conjuntos de dados classificados por parâmetros diversos (altitude, velocidade, velocidade do vento, pressão, temperatura, etc.), tipos e quantidades de imagens captadas, faixa espectral, fotometria, força do sinal para a Cassini e rotação.

A composição de todos esses elementos em uma única interface é muito harmônica. E essa sensação se intensifica por causa da feliz inserção da trilha sonora. É muito interessante a percepção do movimento conjunto de todos os elementos da interface embalados pelos silvos, trinados e batuques da música.

Encerrada a descida, a representação esquemática dos paraquedas os mostra estendidos no solo e no lugar da imagem circular central surgem três imagens verticais lado a lado. A primeira mostra uma fotografia da superfície da Lua com uma pegada em primeiro plano e um astronauta ao lado da bandeira dos EUA ao fundo. A segunda é uma fotografia da superfície de Titã no formato bruto (raw) onde se vê o solo e alguns seixos que vão se espalhando até o horizonte. E a terceira é a mesma fotografia que a anterior, porém no formato composto (em cores).

De acordo com a legenda, a imagem da Lua tem o propósito de oferecer uma referência de escala para a fotografia da superfície de Titã. Mas acaba sendo bem mais do que isso, ela assina a autoria do feito épico que, apesar da bandeira que lá se encontra, pertence a toda a humanidade.

EPÍLOGO

No dia 19 de abril de 2017 Cassini fará a sua última órbita ao redor de Saturno para, em seguida, mergulhar para sempre nas entranhas turbulentas do Deus do Tempo.

LINKS

Site da missão: https://saturn.jpl.nasa.gov/

Áudio da descida captado por um microfone localizado na sonda Huygens: https://saturn.jpl.nasa.gov/resources/7362/?category=audio